REFENO 37A TRAVESSIA
Milha000
Rumo030°
Posição08°03'S 34°52'W
Tempo00:00
Frota da REFENO aberta na linha de largada, vista de drone sobre o Recife
37ª Regata Internacional Recife a Fernando de Noronha

300 Milhas de História

Esta página não se lê, se atravessa. Você larga no Marco Zero do Recife e chega ao Mirante do Boldró. O mar muda de cor sob você, a noite cai no meio do caminho, e na aproximação da ilha você disputa o mesmo duelo tático dos veteranos.

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Largada19 set 2026
PartidaMarco Zero, Recife
ChegadaMirante do Boldró
Percurso300 milhas náuticas

A REFENO você não participa, você vive.

Depoimento de tripulante · acervo REFENO
Role para largar
Milha 000 a 050 · A costa some

A maior regata oceânica da América Latina

Uma única linha no oceano liga o Marco Zero de Recife ao arquipélago de Fernando de Noronha. Sem escala, sem parada. Desde 1986.

0
Milhas náuticas
cerca de 556 km
0
Primeira
edição
0
Anos de
história
0
Classes
oficiais
0
Veleiros na
última edição
0+4
Estados
e países

O xadrez da largada

Centenas de barcos manobram a poucos metros uns dos outros sob as pedras do Marco Zero. As vozes cortam o ar coordenando adriças e escutas, cada proa busca barlavento e foge do vento sujo deixado pela frota. É preciso olhar nos olhos do adversário, regular os panos na casa do milímetro e ter nervo para desviar de colisão iminente. Vencida a boia de contorno, a agitação dá lugar a outro ritmo.

Vista aérea da frota deixando o porto do Recife na largada da REFENOFoto
Linha de largada vista do alto
A frota deixando o Recife · acervo REFENO
Convés lateral de veleiro com rede de segurança cortando o mar azulFoto
Convés em manobra
Rede de segurança e mar aberto · acervo REFENO
Foto
Público na ponte e no cais
Horizontal · despedida da frota · Recife antigo ao fundo

O chamado começa meses antes

A regata não nasce no tiro de largada. Ela nasce no planejamento da tripulação, na escolha dos cabos, na vistoria de segurança e nos sonhos trocados na dársena do Cabanga. Na água azul a única moeda que importa é o vento.

Você ali só tem o vento, o sol e o barulho da água quando o casco corta o mar. Você consegue deixar a mente leve, vazia.

Depoimento de tripulante · acervo REFENO
Foto
A dársena do Cabanga na semana da prova
Vertical · mastros, cabos e preparação · fim de tarde
Foto
A barra do porto ficando para trás
Horizontal · a cidade encolhendo na popa
Proa de veleiro deixando a barra do porto do Recife com a cidade encolhendo ao fundo
Saída da barra · a cidade encolhe · acervo REFENO

A água muda de cor

01de 06 · milha 050
Milha 000 · Verde esmeralda

A cor do litoral

Sobre a plataforma continental, a luz bate no fundo e volta verde. É a água que todo pernambucano conhece de Boa Viagem.

Sonda: menos de 50 m
Milha 030 · Azul esverdeado

A plataforma acaba

O fundo cai. O verde perde força e o azul começa a dominar. A costa já é uma faixa cinzenta atrás do ombro.

Sonda: 200 m e caindo
Milha 050 · Azul denso

A água azul começou

Cinquenta milhas fora da costa, o Atlântico troca de cor. É o sinal, reconhecido por toda a frota, de que a travessia oceânica de verdade começou.

Sonda: sem fundo útil
Milha 090 · Roxo profundo

Sob a luz crepuscular

No fim de tarde, o azul denso assume tonalidade roxo-profunda sob os cascos. Não é efeito de câmera. É o que a tripulação vê do convés.

Registro: crônica do Cabanga
Milha 120 · O motor do percurso

Alísios de leste

Os alísios que sopram do continente africano seguram a frota num través de bombordo constante. Velas caçadas no limite, poucas manobras de bordo, o barco deslizando de lado. É o cenário dos sonhos de qualquer cruzeirista, e também a hora de conservar energia para a noite.

Vento: leste constante
Milha 300 · Turquesa

A cor da chegada

Na Baía de Santo Antônio a água clareia de novo. Turquesa sobre areia vulcânica. Depois de 300 milhas, é isso que recebe a frota.

Fernando de Noronha
Milha 150 · A noite

O turno mais longo da vida

Desafio 1 de 3 · Milha 150
A decisão da rajada
  • O desafioUma nuvem escura fecha a proa e o vento vai saltar em minutos.
  • O que fazerEscolha uma das três cartas abaixo. Não há resposta errada, há consequência.
  • ObjetivoChegar inteiro do outro lado do pirajá e registrar a decisão no diário de bordo.
Desafio pendente
A decisão da rajada Uma nuvem escura fecha a proa. Decida As três consequências, lado a lado
Marinharia
Não existe perder. Existe reconhecer o dilema. A pressa é inimiga da boa marinharia.
Milha 150 a 200 · A vigília sob o infinito

O leme fica duro

Sob uma abóbada de estrelas quase tocáveis, o velejador assume o leme no frio da madrugada. A escuridão amplia os sons: o chiado da espuma no casco, o estalar das escutas sob tensão. Quando o pirajá entra, o vento salta em minutos e o leme exige força física e controle mental para manter o rumo, sem estol e sem avaria de mastro.

Muitos barcos modernos que abusam do piloto automático quebram nessas horas. Os veteranos sabem que a roda se empunha na mão, sentindo a resposta de cada onda na polpa dos dedos. A maioria da frota enfrenta de 30 a 45 horas de mar aberto: a travessia se decide na constância, não no arranque.

O cérebro torna-se o pior inimigo nas horas de vigília, criando sombras onde há apenas mar.

Crônica histórica · Cabanga Iate Clube
Vídeo
Turno de noite a bordo
30 a 45 s · luz vermelha de cabine · som do casco na onda
Convés de veleiro em mar agitado sob céu nublado no fim do turno da madrugadaFoto
O céu clareando no turno da madrugada
Convés e mar cruzado · acervo REFENO
Timoneiro ao leme com dois tripulantes durante o turno em mar abertoFoto
A roda se empunha na mão
Rendição de turno em mar aberto · acervo REFENO
Milha 220 · O céu era o mapa

Os homens que rastreavam estrelas

Ano1986
Frota22 veleiros
NavegaçãoSextante e estimada
SatéliteSem GPS

Nas primeiras edições, sem posicionamento global, as tripulações deitavam no convés e mapeavam a trajetória dos aviões comerciais rumo à Europa. Como as aeronaves se orientavam pelo rádio-farol no topo do Morro do Pico, bastava alinhar a proa com o rastro de luzes no céu. Os jatos viravam estrelas-guias modernas.

Maurício Castro comandava o Winston, um Brasília de apenas 27 pés. Atravessar o Atlântico num barco desse porte era bravura hercúlea: rumo magnético de 60 graus mantido na escuridão, sextante, bússola e navegação estimada calculada no papel. Qualquer erro sistemático podia fazer o barco passar ao largo da ilha e se perder na imensidão.

Os jatos comerciais transformavam-se em estrelas-guias modernas apontando para o paraíso.

Capítulo I · O farol invisível no céu, 1986
Veleiro em contraluz diante do Morro do Pico, em Fernando de Noronha
Vídeo 1 · pílulaCC PT · EN · ES
O Céu Era
o Mapa
60 a 75 s · legendado · slot de acervo a receber
Acervo de 1986 · imagens a receber do clube
Foto
O Winston na largada
Brasília 27 pés · setembro de 1986
Tripulantes a bordo na primeira edição da REFENO, com câmera de vídeo em punhoFoto
A bordo na primeira edição
Registro de 1986 · acervo REFENO
Agulha de bordo Ritchie marcando o rumo de aproximaçãoFoto
A agulha marcando o rumo
Bússola de bordo · o mesmo gesto de 1986
Quadro do depoimento sobre a primeira edição da REFENOVídeo
Depoimento da primeira edição
Assista ao relato · acervo REFENO
Desafio 2 de 3 · Milha 220
Ache Noronha sem GPS
  • O desafioÉ 1986. Só existem o sextante, a bússola e o rastro de luzes dos aviões no céu.
  • O que fazerArraste o retículo laranja até alinhar a sua proa com o rastro do avião e confirme o rumo.
  • ObjetivoErrar o menos possível: em 300 milhas, um grau vira muitas milhas fora da ilha.
Desafio pendente
Ache Noronha sem GPS Arraste o retículo até o rastro do avião Toque para ver o alinhamento
Seu rumo---
Desvio do rastro--
Em 300 milhas--
Resultado
O rumo oficial da prova permanece em validação com a comissão de regata. A medição acima compara o seu rumo ao rastro visível na tela, não a um ângulo publicado. Fernando de Noronha tem cerca de 10 km de ponta a ponta: um erro pequeno de rumo vira muitas milhas ao fim de 300.
Descrição em textoSem posicionamento por satélite, a tripulação deitava no convés e observava as luzes dos aviões comerciais que cruzavam o Atlântico rumo à Europa. As aeronaves se orientavam pelo rádio-farol instalado no topo do Morro do Pico. Alinhar a proa ao rastro de luzes levava o barco à ilha. Use as setas do teclado para ajustar o rumo e Enter para confirmar.
Quarenta anos em cinco marcos · toque para abrir
Milha 295 · O duelo do Boldró

A ilha devolve o vento

Contornando o Morro Dois Irmãos e a Ponta da Sapata, o vento enfraquece atrás das montanhas. Os veteranos colam o casco na pedra para capturar as rajadas frias que descem a encosta.

Desafio 3 de 3 · Milha 295
Os ventos catabáticos
  • O desafioA ilha rouba o vento. Longe da pedra você para; colado nela, as rajadas frias empurram.
  • O que fazerArraste o barco até o corredor de vento que desce a encosta e cruze a linha de chegada.
  • ObjetivoAchar a distância certa do paredão e fechar a travessia no Mirante do Boldró.
Desafio pendente
Os ventos catabáticos Arraste o barco. O corredor se move Toque para rodar o diagrama
Do paredão120 m
Velocidade6,2 kn
ZonaVento instável
Resultado
Diagrama esquemático sem escala. O corredor catabático se move: as rajadas descem por fendas específicas e em intervalos. Perto demais é risco de encalhe, longe demais é sombra de vento.
Descrição em textoNa aproximação da ilha o vento predominante enfraquece atrás da barreira das montanhas, criando uma sombra de vento. Os comandantes mais competitivos posicionam o barco junto às encostas rochosas para capturar os ventos catabáticos, correntes de ar frio que descem a encosta em alta velocidade pelas fendas de pedra, ganhando aceleração vital na linha de chegada. Use as setas do teclado para ajustar a distância e Enter para cruzar a linha.
Milha 300 · A chegada

Ninguém navega sozinho

28 itens
De salvatagem vistoriados pela Capitania dos Portos antes da largada.
Escolta permanente
Navio de apoio da Marinha do Brasil acompanha a frota como um anjo da guarda de ferro.
Rede de rádio
Comunicação aberta entre toda a frota, do primeiro ao último colocado.
Frota da REFENO fundeada na Baía de Santo Antônio, em Fernando de Noronha
Vídeo 2 · pílulaCC PT · EN · ES
O Vento Nos
Conecta
60 a 90 s · chegada, banho de mar, Refeninho, premiação

A chegada é banho de mar, não pódio

O tradicional banho de mar nas águas mornas limpa a alma e lava o cansaço da jornada. Depois vêm a acolhida no arquipélago e a premiação sob o pôr do sol do Forte dos Remédios. A prova termina no Boldró, a regata não.

Recorde absoluto14h34'54"
A maioria da frota30h a 45h
Slot: alunos da ilha a bordo dos veleiros da frota
Refeninho

As crianças de Noronha e o mar

Anualmente, jovens moradores do arquipélago sobem a bordo dos veleiros participantes, plantando a semente da vela oceânica na juventude local.

Slot: Troféu Tartaruga Marinha na premiação
Premiação

Os troféus que não são de velocidade

Tartaruga Marinha para o penúltimo colocado. Prêmios para o tripulante mais jovem, o mais velho, o maior percentual de mulheres a bordo e o barco vindo de mais longe.

Veleiros fundeados nas águas cristalinas de Fernando de Noronha
Pré-largada

A semana no Cabanga

A semana que antecede a partida vira um templo de rituais náuticos: Quinta Náutica, palestras de meteorologia e segurança, feijoada e churrasco.

Veleiro navegando em águas douradas ao pôr do sol diante da costa de Fernando de NoronhaFoto
O pôr do sol de quem chegou
Águas douradas diante da ilha · acervo REFENO
Veleiro na aproximação do paredão de Fernando de NoronhaFoto
O paredão do Boldró na aproximação
A ilha devolvendo o vento · acervo REFENO
08
Depoimento · publicação condicionada a autorização assinada

O mar que cura

Cláudio Copelo teve o primeiro infarto aos vinte e três anos. Trombose, e um AVC em 2016 que paralisou temporariamente seu lado direito. Recusou-se a abandonar o sonho de navegar: voltou à roda de leme e completou a travessia pilotando manualmente o barco ao lado da filha e do genro.

Bloqueador aberto: dado de saúde é dado pessoal sensível. Sem autorização assinada, esta caixa não vai ao ar.
Depois da linha de chegada · A ilha

O que fica quando o vento para

A competição termina na baía. O que começa ali é uma semana de encontros: cascos fundeados lado a lado, tripulações que se enfrentaram no mar dividindo a mesma mesa, e uma ilha que recebe a frota como quem recebe parentes de volta.

Tudo isso acontece porque o vento nos conecta.

Acervo REFENO · O vento nos conecta
Vídeo
Refeninho, a próxima tripulação
60 s · crianças da ilha a bordo · depoimento curto
Cockpit de veleiro com a tripulação e a bandeira do Brasil na popaFoto
Tripulação no cockpit
A bandeira na popa depois da chegada · acervo REFENO
Foto
Premiação no fim da semana
Horizontal · Troféu Tartaruga Marinha em close
Milha 300 · Fim da travessia

Seu diário de bordo

Aqui termina a travessia. Tudo o que você decidiu ao longo das 300 milhas foi registrado neste diário: é o fechamento da sua navegação, e o que você leva da 37ª REFENO.

Diário de bordo · 37ª REFENOTravessia em curso
Fita azul · 8 de 8 em regata
Tabela completa de recordes
MarcaBarcoTempoAno
Recorde absolutoAdrenalina Pura14h34min54s2007
MonocascoCamiranga19h03min18s2017
Maior campeãoAdrenalina Pura9 fitas azuisaté 2024
Maior frotaEdição de 2004cerca de 146 barcos2004
Acervo não linkado em nenhum outro ponto da página
Último passo · fechamento da travessia

Feche a sua travessia e leve o diário

Gere uma arte com o seu nome, o seu tempo de travessia e as decisões que você tomou nas 300 milhas. É o registro de quem atravessou — pronto para compartilhar com a sua tripulação.

Nome é opcional e serve apenas para a arte compartilhada. Nada é enviado sem a sua ação.
Rejogar

Você atravessou em cruzeiro. Tem gente que atravessa em regata.

Largada em 000d00h00m00s 19 de setembro de 2026 · Marco Zero, Recife
Perfil 01

Tenho barco

  • Inscrição em seis passos, toda online
  • Dez classes oficiais, do ORC ao Cruzeiro
  • Vistoria de salvatagem agendada pelo clube
  • Prazo aberto até agosto de 2026
Perfil 02 · Mais procurado

Não tenho barco

  • A Bolsa de Tripulantes conecta você a um comandante
  • Iniciante em oceano é bem-vindo, o turno se aprende a bordo
  • Sem custo de embarcação, você divide o rancho
  • Cadastro aberto o ano inteiro
Perfil 03

Quero acompanhar

  • Alerta de largada por e-mail, uma mensagem só
  • Rastreamento ao vivo da frota nas 300 milhas
  • Cobertura diária no Instagram e no YouTube
  • Chegada transmitida do Mirante do Boldró
Assinatura institucional

Tudo isso acontece porque o vento nos conecta

Realização e patrocínio · 37ª edição
Realização
Cabanga Iate Clube de Pernambuco
Instituto Cabanga de Responsabilidade Social
REFENO institucional
Patrocinador master
Corona, patrocinador master
Patrocinadores oficiais
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ICMBio
Governo de PE
Prefeitura de
Noronha
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Largada 19 set 2026Inscrições abertas